Dia da Mulher: as alegrias e frustações de maternar

No Dia da Mulher, as alegrias e frustações de maternar acabam ofuscando a parte mulher das mães. Dizem que quando nasce um bebê, nasce também uma mãe.

E será que morre uma mulher?

Certamente surge outra mulher, a mulher mãe.

As prioridades de antes mudam completamente quando o bebê nasce, por vontade própria ou não, por instinto ou simplesmente por responsabilidade. Quando nasce, o bebê depende da mãe para se alimentar, para aprender a dormir, para viver. Na maior parte das vezes essa cena é romantizada e fala-se em amor incondicional.

Desejar, esperar, gestar, parir, amamentar, cuidar, alimentar, educar, e amar incondicionalmente o filho nem sempre é algo intrínseco à maternidade. Muitas mulheres não sentem esse amor à primeira vista. Seríam mães piores? É possível quantificar? Entrevistamos a psicóloga Júlia dos Santos Alface e você pode ver a entrevista todinha aqui, no nosso canal no YouTube.

Na vida real, cada lar vai desenvolver a sua própria dinâmica. Cada mãe e filho vão construir a sua própria relação de afeto. E em meio a todas essas mudanças, a mãe mulher vai primeiro se descontruir para depois se transformar em uma nova mulher.

Essa nova mulher não precisa ser uma SUPER mãe. Muito provavelmente, será apenas a melhor mãe que consegue ser.

E a parte mulher dessa mãe?

É difícil separar em partes o que é TODO. Somos um ser único, que cumpre diferentes papéis sociais: a profissional, a mulher, a esposa, a filha, a mãe.

Se quando o bebê nasce mal sobra tempo para tomar banho, onde estará o tempo para sentir-se mulher? E o tempo para ser mulher? Será que quando nasce uma mãe morre uma mulher? Será que é por isso que o dia das mulheres vem antes do dia das mães? Como numa escala de importância onde o maior fica por último.

Acredito que o processo de maternar transforma por completo a identidade da antiga mulher. A mulher mãe vai se construindo dia a dia. Em alguns dias será apenas mãe. Em outros sentirá uma frustação por querer ser apenas mulher. Até que aos poucos vai encontrando seu espaço, e percebendo onde a nova mulher, que nasceu com a chegada do seu(s) filho(s), cabe na sua relação mulher mãe.

Empoderar-se é poder escolher. Escolher o que é melhor para você em cada momento da sua vida. Mulheres geram e educam meninas e meninos. Que poder!

Feliz dia das mulheres!

Feliz dia das mulheres mães!

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Cassiana Bassetto

Bacharel em Moda, pela UDESC

Pós-graduada em Artes Visuais pelo SENAC/PR

Fundadora da Colo de Mãe

Entusiasta da escrita, da arte e da infância.

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